sexta-feira, agosto 29, 2008

adendo

Só pra constar: Os textos são de ficcção, qualquer semelhança é mera coincidência com a realidade.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Da série concursos públicos

Ainda sobre o tema, vamos abordar assunto muito pertinente nos dias atuais, pós-Constituição de 1988: O Princípio da Solidariedade.


A solidariedade é a qualidade do que é solidário, uma responsabilidade mútua, uma reciprocidade de interesses e obrigações. Mas isso é o que diz o dicionário para os casos em que essa palavra é utilizada em seu sentido comum, não-jurídico.


No tal do jurisdiquês a solidariedade é, em umas poucas (e simplórias) linhas, uma situação em que várias pessoas têm alguma relação jurídica entre sim, e cada uma delas se obriga por todas e por tudo; ou seja, se eu e você somos solidários na dívida de um carro para João, ele pode cobrar de mim, ou de você, a totalidade do carro.
Assim, pela solidariedade cada um de muitos devedores é obrigado ao cumprimento total da obrigação. Portanto, de certo modo, os solidários respondem uns pelos outros, o que talvez explique o nome dado ao instituto.

Na Constituição de 1988, houve uma previsão expressa de que nós, brasileiros, devemos ser solidários. Vejamos:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
...

Enfim, isso tudo pra dizer que apesar de tão recorrente, a solidariedade no mundo dos concursos públicos se limita à acepção jurídica mesmo. Retirada as exceções, que confirmam a regra, temos um bando de pessoas que teimam em não colaborar umas com as outras e acham que a vaga delas estará mais perto se não houver coleguismo e cooperação, porque ajudar o outro pode acabar de prejudicando.

Inacreditável.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Dos Mitos nos Concursos Públicos


Iniciando a série sobre concursos:

Já foi matéria de discussão até mesmo em tópico de fóruns de debate. Não sei quem
inventou, mas existem várias lendas e mitos nos concursos públicos da
vida
.

Pode-se, inclusive, classificar as histórias de acordo com a matéria: i) subjetiva: aquelas que levam em conta o sujeito candidato. Subdivide-se em ativa e passiva, dependendo do foco. A subjetiva ativa trata de pessoas que passaram em concursos por conhecimento alheio e não próprio, e a subjetiva passiva trata dos que passam por experiências positivas em vários concursos; ii) objetiva: aquela em que se discute a pertinência temática do assunto ou questão abordada no certame; iii) mítica: aquela em que são elencados atos religiosos ou superticiosos para lograr êxito na prova; e por fim, iv) técnica: aquela em que se demonstra de maneira técnica e especializada alguma vantagem em adotar prática de determinada conduta, ligada a ações concretas.

Temos como exemplos os seguintes casos:

1) Lenda subjetiva ativa: Ex.: É aquela em que o filho do Desembargador tal passou em primeiro lugar porque, bem, é óbvio o porquê.
Lenda subjetiva passiva: Ex.: o colega que passou em todos os concursos que fez; o que passou e não quis tomar posse; o que já era juiz e fez novamente o concurso para ver que passava...

2) Como exemplo de mito objetivo temos as clássicas questões de provas orais, tais como: Qual a natureza jurídica do peixe? (Magistratura Estadual RJ); Que presidente dos EUA colocou a frase "In God we trust" na nota do dólar? (Magistratura federal 1ª Região); Qual a natureza juríca da Zona Franca de Manaus? e Qual a origem da palavra Fazenda? (Magistratura federal).

3) No caso da lenda mítica temos: Comprar um livro novo, deixá-lo em baixo do travesseiro e dormir com ele até sentir-se seguro das informações nele contidas ou ainda fazer a novena para o santo protetor dos estudantes.

4) A lenda técnica pode ser observada no caso da utilização de apetrechos que irão produzir melhor resultados nas provas, como por exemplo a caneta marca-texto de cor lilás, que propicia a melhor memorização, bem como o papel amarelo, que por suas propriedades amarelísticas é mais funcional no momento da decoreba.

Diante dessa abundância de informações nem sempre providas de veracidade e cuja fonte não se conhece, está o pobre do concursando, que além de devorar os livros jurídicos ainda tem que conseguir algum discernimento para verificar o que é joio e o que é trigo nessa vida louca.

quinta-feira, agosto 21, 2008

pequena prece


Repitam comigo:


Deus, eu lhe agradeço todos os dias por ter deixado nascer a criatura que inventou o chocolate Lindt Lindor.

Amém.


eu e meu 1/4 de século

É muito tempo. Estou fazendo bodas de prata no mundo, coisa que muitos não fazem e um número ainda menor consegue fazer se considerarmos o sentido stricto de "tempo de casado". Mas ainda assim, 25 anos é pouco. Não plantei a minha árvore (quer dizer, já plantei coisas que até frutificaram, mas feijão e cenoura eu acho que não conta). Também não escrevi um livro nem tive um filho. Falta muita coisa, de fato.
Entretanto, me sinto meio velha, afinal, são 25 anos nas costas, já fiz muita coisa nesse tempo, e isso também é verdade.

Outro dia, conversando com um amigo mais velho (mas nem tanto assim) lembrávamos que eu, com então 17 anos, achava que ele com 25 era velho. Coisas de início de faculdade. De um mundo novo que se abre, de tabus que se quebram. Tá certo que ele aparentava ter um pouco mais que os 25, mas mesmo assim, considerá-lo velho foi bastante equivocado, embora hoje, quase lá, eu já esteja me sentindo mais senhora. Velha talvez seja exagerado, mas não posso mais me considerar mais uma trainee na vida (apesar de saber que estamos sempre em constante aprendizado).

Em pouco tempo, lá pelos vinte e poucos, fazemos muitas e importantes escolhas, definimos muito do que seremos no futuro. Esse é o meu tempo. Talvez 25 seja o melhor momento para se refletir se estamos escolhendo certo.

Plantar, escrever e parir são exemplos das responsabilidades de agora. Que os 25 tragam sabedoria e maturidade para encarar o que vier pela frente.
Inferno astral deveria estar dando as caras, mas to tranquila.
Oxalá.

sexta-feira, agosto 08, 2008


Tem aquela coisa mística dos chineses, tem aquela coisa astrológica dos astrólogos e tem aquela coisa que é bonitinho e tal.

Lembro de 08.08.88. 1ª série primária, ou do primeiro grau, porque eu fiz primeiro grau, não primário, mas ok, não fiz "ensino fundamental". Fiz ensino médio, mas isso fica pra outra conversa.

Então, como estava dizendo, tem todo um atrativo em torno do 8, tem uma coisa de simbologia, de infinito, de não-início, não-fim. Sempre gostei desse número, mas sempre achei que era porque eu nasci em agosto e o mês do meu aniversário é o melhor mês do ano. Até mesmo porque faço aniversário no último dia, ou melhor, no penúltimo, mas na boa, pra mim o 31 nunca existiu de fato, era apenas o dia seguinte do meu aniversário, tipo uma consequência menor mesmo.

Enfim, então eu tenho, de fato, uma predileção pelo número oito, mas isso não quer dizer chongas pra mim, não compro oito coisas por vez, não saio de casa após conferir oito vezes as coisas, não me limito a tomar banho nos dias oito. Tampouco acho que eu tenho que casar no dia oito, que só fecho negócios no oitavo dia ou só inicio trabalhos com o oito no calendário. Não, não. Apenas gosto e tal. Aliás, nem acho que ele me traz sorte. Nunca reparei.

O oito é bonito. Só isso, acho que tá bom.


It´s about Life .:. Friendship .:. Freedom .:. Love .:. Music .:. Marrequinha´s world .:.