quinta-feira, agosto 21, 2008

eu e meu 1/4 de século

É muito tempo. Estou fazendo bodas de prata no mundo, coisa que muitos não fazem e um número ainda menor consegue fazer se considerarmos o sentido stricto de "tempo de casado". Mas ainda assim, 25 anos é pouco. Não plantei a minha árvore (quer dizer, já plantei coisas que até frutificaram, mas feijão e cenoura eu acho que não conta). Também não escrevi um livro nem tive um filho. Falta muita coisa, de fato.
Entretanto, me sinto meio velha, afinal, são 25 anos nas costas, já fiz muita coisa nesse tempo, e isso também é verdade.

Outro dia, conversando com um amigo mais velho (mas nem tanto assim) lembrávamos que eu, com então 17 anos, achava que ele com 25 era velho. Coisas de início de faculdade. De um mundo novo que se abre, de tabus que se quebram. Tá certo que ele aparentava ter um pouco mais que os 25, mas mesmo assim, considerá-lo velho foi bastante equivocado, embora hoje, quase lá, eu já esteja me sentindo mais senhora. Velha talvez seja exagerado, mas não posso mais me considerar mais uma trainee na vida (apesar de saber que estamos sempre em constante aprendizado).

Em pouco tempo, lá pelos vinte e poucos, fazemos muitas e importantes escolhas, definimos muito do que seremos no futuro. Esse é o meu tempo. Talvez 25 seja o melhor momento para se refletir se estamos escolhendo certo.

Plantar, escrever e parir são exemplos das responsabilidades de agora. Que os 25 tragam sabedoria e maturidade para encarar o que vier pela frente.
Inferno astral deveria estar dando as caras, mas to tranquila.
Oxalá.

Um comentário:

Catarina Chagas disse...

Bem vinda aos 25!
Tô achando iguais aos 24.

Qual vai ser a comemoração?

Beijos!

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