Mais um final de semana se passou, depois de um feriado.
São duas coisas bem legais: final de semana e feriado.
Ultimamente tenho tentado valorizar ao máximo esses dias, mas agora, apesar da expectativa de novamente tê-los de volta, sei que os dias de semana não serão mais iguais.
Faltam poucos dias, poucos dias de semana.
Outro dia me falaram que não há melhor sensação do que estar demissionária. Concordo, mas nem tanto. Podia concordar mais.
Acho que quem pensa assim acaba por pensar apenas nas respostadas e na sensação de superioridade, tipo:
Chefe: - Você não está fazendo isso direito.
Demissionário: - Ah é? E aí? Vai me demitir?
Em outras palavras, você tem o super-trunfo: Pô, malandro, vai fazer o que comigo? Me mandar embora? Eu mesmo já me mandei!
Mas isso são outros 550.
Não me sinto feliz por estar deixando o trabalho. Pelo contrário, gostava desse sofrimento diário com recompensa pecuniária mensal.
Em que pese eu saber que a recompensa dessa dedicação toda não é só o dinheiro, ele é parte inevitável da relação, assim como a doidice foi a parte que me impulsionou a jogar tudo pro alto, me revestir de coragem e sair da mesmice.
Sim, acho que estou mais feliz por essa sensação de sair do comodismo, de saber que agora FU... vamos ter que ir lá e fazer tudo de novo.