sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Tinham tudo e nada em comum
Ela era morena, Ele loiro.
Ela morava na zona norte, Ele na zona sul.
Ele era playboy, Ela cult.
Ele comia horrores, Ela saladinha light.
Ela dançava rock, Ele arrastava o pé.
Ela amava Drummond, Ele o Maraca.
Ele era workaholick, Ela preguiçosa.
Ele não acreditava em nada, Ela era fervorosa.
Ela era insegura, Ele o dono do mundo.
Ela queria ser independente, Ele queria uma família estável.
Ele não queria namorar, Ela queria um namorado.
Ele se achava bonito, Ela o achava lindo.
Mas...
Não acreditavam em amor à primeira vista,
não queriam que o Lula fosse presidente e
não faziam o que gostavam, apenas por dinheiro.
Apesar disso,
riam das mesmas piadas,
viam a mesma novela e
acreditavam na vida a dois.
Era o quanto bastava.
Mas não bastou.
escutando: lovely rita

domingo, fevereiro 20, 2005

9:48 da manhã - estação Uruguaiana
"Pronto, chegamos." Ela pensou.
Olhou pro reflexo na propaganda de financiamento à casa própria.
Tinha um olhar triste, mas um sorriso tímido. Naquele instante muita coisa passava por sua cabeça, ocorre que tinha apenas 3 segundos para empurrar o cara grandalhão e pedir licença à velhinha que estava na sua frente.
Deveria saltar correndo, antes que a porta fechasse e só conseguisse saltar na próxima estação.
Então, tentou, em vão, se esquivar das pessoas humildes que tinham lotado o metrô na Estácio e elegantemente ia alcançando a porta.
Até que lhe chamam, na verdade fazem sons guturais para que sua atenção seja chamada. Apertam seu braço, puxam e dizem que esqueceu a sacola no banco.
As portas fecham, fica parada. Tonta com a sacola na mão e o sorriso pálido nos lábios.
Foram solidários, afinal. Próxima estação, tem que trocar de metrô e mudar a direção.
Atrasada.
Não entende porque este cotidiano deveria ser tão reflexivo num momento automático como pegar o transporte público para ir ao trabalho.
Se não tivesse avaliado sua própria imagem no reflexo da propaganda, nada disso teria acontecido.
10:05 - Carioca
Volta. Correndo. Tentando alcançar o metrô que acaba de partir. Não consegue, espera anciosa o novo trem, mas nada acontece. Sete minutos aflita, 420 segundos sem fazer nada, ou melhor, apenas pensando.
Porque diabos pensava tanto?
Pensava em tudo, nos olhos tristes e cansados, no sorriso maroto para o menino ao lado, na lista de pendências que a esperava no trabalho.
Chora à seco. O metrô chega. Ela não entra.
Sentada deselegantemente no chão espera o metrô passar.
Ela não quis mais pensar.

" A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego"

++ escutando: menina da lua

sábado, fevereiro 19, 2005

I`d rather be liberated, I find myself captivated Stop doing what you . . . Keep doing it too . . . I`d rather stay bold and lonely, I dream I`m your one and only Stop doing what you . . . Keep doing it too . . . Things are getting strange, I`m starting to worry This could be a case for Mulder and Scully Things are getting strange, now I can`t sleep alone I`d rather be jumping ship, I find myself jumping straight in Stop doing what you . . . Keep doing it too . . . Forever be dozy and dim, I wake myself thinking of him Stop doing what you . . . Keep doing it too . . . My bed is made for two and there`s nothing I can do So tell me something I don`t know If my head is full of you is there nothing I can do? Must we all march in two by two by two? Things are getting strange, I`m starting to worry This could be a case for Mulder and Scully Things are getting strange, now I can`t sleep alone And as for some happy ending, I`d rather stay single and thin Stop doing what you . . . Keep doing to me Things are getting strange, I`m starting to worry This could be a case for Mulder and Scully Things are getting strange, now I can`t sleep alone here Things are getting strange, I`m starting to worry This could be a case for Mulder and Scully Things are getting strange, now I can`t sleep alone So what have you got to say about that? And what does someone do without love? And what does someone do with love? And what have you got to say about that?

++ ouvindo: orinoco flow

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Sobre o tempo
Dizem que niguém sabe quanto tempo o tempo tem.
Quem dizem?!
Crianças aprendem com o popular, o inconsciente absorve e pronto.
Dizem. Dizem e acabou.
Acabou que ninguém sabe ao certo que grandeza é o tempo, relativa ou absoluta, se sujeito à alterações gravitacionais, ou à aceleração.
Einsten pensou nisso e criou a teoria da relatividade.
Pensando nisso crio monstros na minha cabeça e Carolina não viu a banda passar.
Quanto tempo é preciso para me entender?
Com quantos dias uma grande perda é esquecida?
Uma dor é curada, um passado esquecido, uma ansiedade consumida...
O importante deve ser a consciência de que cada minuto que passa não retroage.
Ctrl z não funciona na vida extra virtual.
Desculpas ainda trazem boas soluções.
Quando essa solução não vier com uma desculpa, só o tempo dirá.
E continuando a pensar sobre o tempo eu perco. Tempo.
O TEMPO... Há tempos...
NÃO tenho todo tempo do mundo, mas tenho muito tempo.
Esse senhor da razão e melhor remédio que me desculpe,
mas eu ando sentindo falta dele.
Tem tempo.



++ escutando: Dear Prudence

sábado, fevereiro 12, 2005

O que acontece é que minha vida tem sido frenética demais para que eu possa parar e escrever e pensar e produzir.
mto tempo gasto no trabalho, na faculdade, em casa, em frente pro computador (isso nem se fala)... mas de todo modo eu gostava de gastar meu tempo no blog...
[saudade: mode on]
e lendo isso tudo que eu já escrevi aqui, histórias começadas pelos idos de 2002, coisas de tempos que parecem tão distantes de mim hoje, eu acredito fielmente que eu amadureci.
mas tem coisas que simplesmente não mudam.
essa é a essência.
essa coisa interior, que uns chamam de moral, outros de índole, ou de jeito, sei lá, isso ae que vc entendeu, isso não muda.
não mudou também a maneira que eu tenho de ver o mundo, apesar de o mundo ter me parecido mais pequeno ultimamente.
mas aí é que reside o problema, eu deveria ter mudado nisso tb... vai ver até mudei.
vamos ver. a prova é a nova fase, só assim eu terei certeza.
[saudade: mode off]

Na verdade as coisas acontecem da maneira que devem acontecer, ou não.

eu me basto, ou não.
acho que quero morar sozinha.
eu e meu computador apenas.
com uma internet banda larga e um computador ultra potente que fosse atualizado anualmente.
seria feliz assim?
estou me escondendo na minha própria conha?
nada disso.
só não suporto mais determinadas situações, acho que o mal do século atingem qualquer dos mortais, até os que pensam que nunca sofrerão.
uh-oh
não sou inatingível.
ou não.

tudo posso naquele que me fortalece. então tá, então.



[novas resoluções carnavalescas habitarão este espaço virtual - oxalá!]
essa é a música de hoje: uma madrugada de sábado enquanto eu aguardo o momento de tomar meu antibiótico (mas eu já to bem).
a madrugada em que eu retomo o blog, sem tanto estímulo, mas com mto mais o que escrever.
hey, I´ve got blisters on my fingers!


Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor
Não me deixe sóEu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor
Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeiraSou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem
Mas não me deixe sóEu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só

It´s about Life .:. Friendship .:. Freedom .:. Love .:. Music .:. Marrequinha´s world .:.