sábado, julho 31, 2004

era assim que as coisas aconteciam era assim que eu via tudo acontecer...

as coisas acontecem da maneira que elas aparentemente devem acontecer, mas isso é acreditar num determinismo fajuto, numa falta de livre arbítrio avassaladora e na crença de que o destino pode ser o senhor da razão.
não. o tempo é o senhor da razão.

vamos seguindo em frente, "passando os dias pela longa estrada" pq como bem diz o sertanejo, cada um de nós possui a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz.

Ela tenta esquecer, mas não consegue. Ela tenta não ter saudade, mas parece que isso é algo inerente a sua pessoa. E parece realmente que quanto mais ela tenta esquecer, mais ela lembra.
Pelo menos agora ela se lembra de pessoas diferentes, sente saudade de pessoas diferentes.
É isso mesmo, tem outro Ele no pedaço. Ela está mais feliz.
Igualmente bonito, com muitas semelhanças (no nome inclusive)... isso é uma maneira de o destino não deixar que ela se esqueça do primeiro. Interessante isso. Com uma saudade só, ela lembra de dois. Sofre em dose dupla, pq ,como um meteoro, o outro também foi embora...
Mas a saudade é coisa que dá e passa. Ligou a TV.

hoje é sábado mas a tendência é que quando Ela não tem muitas coisas para fazer ela se deprima. Normal?

++escutando: saudade o meu remédio é cantar.

quinta-feira, julho 29, 2004

"é phoda descobrir que alguém tem o mesmo senso de humor que você, mais phoda é descobrir isso tarde demais. case com alguém que goste de conversar, e rir!"

 
Desta maneira, eu estou desenvolvendo uma tese de que qualquer tipo de relação entre pessoas é uma relação amorosa em potencial, prescinde, inclusive, de divergência de sexos, ou seja, estou tentando provar que o homossexualismo pode ser conjuntural e que de qualquer grande amizade pode nascer uma grande desilusão amorosa.

Imaginem uma pessoa carente, daquelas que não têm conforto em casa, não têm carinho, não podem contar com um ombro amigo, sequer de um consolo de um animal de estimação. Pois então. Se esta pessoa encontrar outro “alguém” que lhe seja amoroso, companheiro, amigo, ainda que sem qualquer expectativa sexual, haverá, necessariamente um envolvimento entre as partes. E é através deste envolvimento que poderá nascer uma bela amizade. Até aí tudo tranqüilo, normal, ótimo. Agora e se nasce o desejo. Aí meu amigo, tu tá ferrado.
Nesse momento vc deve estar pensando que ferrado estarão apenas aqueles que se descobrirem, através deste humilde raciocínio, que são digamos assim, não-héteros.

Mas na verdade, estão todos ferrados. Todos aqueles que descobrem numa grande amizade um grande amor, serão os próximos sofredores necessariamente. Porque analise bem a situação: se era apenas uma grande AMIZADE, porque não era um amor em potencial? E a resposta é bem simples. Eu lhes digo: se era amizade, existia e provavelmente ainda existe, algum empecilho pra que isto fosse um amor. Entretanto, qualquer obstáculo de qualquer tamanho impede de alguma maneira que você não enxergue no seu amigo/a um possível namorado/a. Fácil.
Mas quis o destino que com a convivência pacífica destes dois seres, inicialmente não atraídos um pelo outro, a atração se tornasse inevitável (aqui, cumpre esclarecer outra teoria a ser desenvolvida, a de que o cotidiano sem turbulências aproxima as pessoas, de modo que a ajuda mútua, a compreensão e pequenos atos de carinho e amizade geram o amor.), mas voltando ao assunto, o problema é descobrir o desejo. Então, aí a confusão estará armada.
Você vai estar apaixonado pelo seu melhor amigo ou amiga, vai tentar não demonstrar, ele terá namorada, será feio, casado... enfim, você não terá escapatória. Estará entre a cruz e a espada, entre a possibilidade de estragar a sua melhor amizade (e lembre-se: você estava carente) ou então morrer de sofrimento por não contar que você está amando. Sim, amando, mas a pessoa errada. Falta de sorte a sua, huh?!
Dessa maneira, depois de inúmeras noites mal dormidas, baldes de lágrimas e quilos mais gorda você resolve contar que você está apaixonada. No entanto, como sua vida não é enredo de filme hollywoodiano, você não será, de fato, correspondido (como você previa. novidade?!) e estará sujeito a entrar em depressão. Ótimo.
Alguém poderá pensar: mas eles poderiam continuar apenas bons amigos. É... poderiam se aqui fosse um lugar chamado Reino de Dahra, ou quem sabe Greenville. Porque na vida real, o que mais acontece, por todas as razões já explicitadas, é, após a declaração de um amor não-correspondido, a amizade ficar estragada, o amado olhar o amante com outros olhos e achar sempre que qualquer atitude antes encarada como legal é, agora, apenas mais um ato desesperado, na tentativa vã de demonstrar seu amor incondicional.
Enfim, muda tudo e você passa a não ter nada novamente. Sad, but true.

terça-feira, julho 27, 2004

para o meu único leitor (assumido pelo menos...)
 
 
Depois de ter vivido ó óbvio utópico de te beijar...
 
Ela cantava... lembrava que um dia foi assim mesmo. Poucos momentos de felicidade. Vã esperança de que um dia voltasse a sentir isso. A princípio não será possível, refletiu.
Ela tinha passado muito tempo fora. Depois de tudo achou melhor se desligar da coisas materiais e tentar buscar uma nova filosofia de vida. Foi para a Índia.
Tibet, monges budistas, tudo mexeu muito com sua maneira de encarar a vida. Tempos sem televisão. Muito tempo sem televisão.
Seria bobagem não admitir que Ela sentiu falta de seus programinhas favoritos.
Mas, então, finalmente, achou que era tempo de voltar.
Na viagem veio pensando nos prós e contras da vida, de como tinha sido se abster de certos prazeres, do quanto que tinha saudade, se tinha feito a escolha certa. No entanto, o fato que mais importava era que isso já tinha passado, isso já era passado e, portanto, não fazia mais parte de seus planos pro futuro. "depois de ter vivido o óbvio utópico de te beijar". É passou... agora é futuro, seria imprudência demais insistir no erro? Adiante, pensou.
Quando chega é empurrada novamente pras garras do capitalismo selvagem (pra usar uma expressão bem clichê) e percebe que filosofia nenhuma muda se seu ambiente continua o mesmo e hostil como sempre. Sendo assim, ligou a TV. Pensou nele, claro. Lembrou do telefone, do apelido, mas não lembrava do nome... o nome Ela tinha esquecido. Ma logo o nome?!
Jornal acabando. Nova novela das oito, vamos ver o que nos espera pensou Ela. Apreensiva, diga-se de passagem, mas isso é completamente compreensível...
Cenas do próximo capítulo. É, vai depender do destino.

 

++escutando: mariposa tecknicolor - fito paez

segunda-feira, julho 26, 2004

desde quando eu larguei o bloguito ele melhorou consideravelmente, agora podemos mudar fontes e cores sem o menor esforço, além disso postar uma foto (tarefa tradicionalmente difícil para os usuários do blogger.com) se tornou mais fácil que abrir um fotolog.

Contudo, isso não quer dizer que a disposição para escrever no bloguito tenha voltado, ou ainda que a necessidade de escrevê-lo tenha se tornado tanta que descobri que não posso viver sem um diário. Não. Não acho que tenha me tornado uma internet addicted...
Whatever.

Na falta, a gente escreve. Escreve para passar o tempo, escreve pra tentar sanar as dificuldades do dia-a-dia, escreve pra lembrar do que passou, escreve pra tentar expressar o que não fala, escreve pra manter-se ativa, escreve pra contar um conto, escreve pra esquecer o que não foi, escreve por hábito
enfim, escreve.
aqui estou. Escrevendo.
Ah claro, escrevendo para ser lida.
e aí está você: lendo.

 

quarta-feira, julho 21, 2004

às vezes um elogio inesperado vale por todo dia.

amigos, hoje era dia do amigo. era pq alguns não compartilham da minha tese de que o dia só termina depois q eu durmo e acordo. então, hj ainda é dia do amigo e queria aproveitar pra agradecer meio que publicamente aos meus amigos distantes, aos próximos, aos feios e principalmente aos bonitos... risos...inclusive, a estes últimos queria pedir um favor... brincadeira.

De fato, a amizade é uma coisa interessante, nasce do nada, e é do nada mesmo. pq pequenas coisinhas, entendidas como nada, são capazes de somadas criarem laços de relacionamento e companheirismo de tal monta que quando alguém menos espera já é amigo do outro.
"ah fulano é meu amigo, me deu carona outro dia, além disso sempre me empresta o caderno e quando eu tropecei, me ajudou a levantar..." é, pode ser que as amizades cresçam a partir destes sentimentos corriqueiros, mas pode ser que não.
quem sou eu para julgar.
tenho amigos que nem sei porque raios sou amiga, outros nem lembro como foi que conheci, tantos outros já se esqueceram de mim, outros eu já me esqueci, mas nem por isso foram menos importantes...
e isso eu acho que acontece com qualquer pessoa normal. claro que tem aqueles especiais, que fazem parte de seu hoje, e por isso especiais. mas amanhã podem não ser mais.
já me disseram que cultivar a amizade era um dom que possuía, pode até ser, mas prefiro tentar rever sempre meus conceitos, na verdade o que eu acho mais bacana é redescobrir a amizade...
provas vivas estão aí.

Ela vai voltar sim. Ou não.
Alguém falou que eram histórias tipo Clarisse Lispector... alow?! quem sou eu para sequer imitar... no entanto, é bem verdade que eu me divertia.
ela tirou umas férias, foi fazer um intercâmbio na índia, se perdeu pelo Tibet, voltou purificadas e uns 3 anos amadurecida.
vamos ver no que dá.

++ escutando: beatles - Norwegian Wood

segunda-feira, julho 19, 2004

vai voltar!!! vai voltar!!!
bem, voltou agora.
bloguito ressurgiu das cinzas!!!
novo template totalmente by myself...
me aguardem novamente

quarta-feira, julho 14, 2004

pq saudade é uma coisa que dá e passa...

No entanto, ontem o que senti foi uma saudade desgraçada. E desgraçada é o termo exato. Não teve graça nenhuma, foi desprovida de qualquer alento.
E não passou.
OK. Pode ser que com o tempo passe, e eu sei que vai passar, mas enquanto isso o que fica é um sentimento misturado. separado por uma linha tênue entre o que passou e não foi e o que vai vir e poderá ser.
E a vida vai seguindo e vira cada vez mais passado, cada vez mais ontem depois de hoje, mais tempo, mais tudo. mais saudade.
Só que não não tem problema, é coisa que dá e passa...

PASSA PRA QUEM, CARA-PÁLIDA?!

It´s about Life .:. Friendship .:. Freedom .:. Love .:. Music .:. Marrequinha´s world .:.