segunda-feira, julho 09, 2007

sem título

Normalmente, na dor, as pessoas tendem a exacerbar seus sentimentos. Se somos preguiçosos, ficamos com muita preguiça, se comilões, comemos muito mais do que o muito habitual, se ansiosos, muita ânsia de abraçar o mundo, e por aí vai. É claro que estamos falando de situações humanas e por isso mesmo não se pode falar em padronização. Falo por mim e ponto.
Tenho vontade de escrever. Sempre. Escrevo no cotidiano como forma de trabalho, mas não escrevo o que sinto. Escrevo para convencer os outros de que o que eles sentiram não está certo, não foi daquela maneira, ou até mesmo nunca ocorreu. A fama de um advogado neste “paiseco” é a de que vivem na linha tênue entre a verdade e a mentira. Algo como um Nelson Rubens que aumenta, mas não inventa. Eu não invento. Só escrevo o necessário, só falo o necessário, mas ainda assim, muita das vezes sou obrigada a defender o indefensável. Ledo engano meu, já que o indefensável, por definição, não tem defesa. Nesses casos, apela-se para a instância superior, ou seja, Deus. De toda sorte, continuo na escrita e no clichê de que esta é a nossa ferramenta de trabalho. Pois bem.
Escrevo agora porque já escrevi muito hoje, mas na exacerbação, escrevo mais.

It´s about Life .:. Friendship .:. Freedom .:. Love .:. Music .:. Marrequinha´s world .:.