quarta-feira, agosto 27, 2008

Dos Mitos nos Concursos Públicos


Iniciando a série sobre concursos:

Já foi matéria de discussão até mesmo em tópico de fóruns de debate. Não sei quem
inventou, mas existem várias lendas e mitos nos concursos públicos da
vida
.

Pode-se, inclusive, classificar as histórias de acordo com a matéria: i) subjetiva: aquelas que levam em conta o sujeito candidato. Subdivide-se em ativa e passiva, dependendo do foco. A subjetiva ativa trata de pessoas que passaram em concursos por conhecimento alheio e não próprio, e a subjetiva passiva trata dos que passam por experiências positivas em vários concursos; ii) objetiva: aquela em que se discute a pertinência temática do assunto ou questão abordada no certame; iii) mítica: aquela em que são elencados atos religiosos ou superticiosos para lograr êxito na prova; e por fim, iv) técnica: aquela em que se demonstra de maneira técnica e especializada alguma vantagem em adotar prática de determinada conduta, ligada a ações concretas.

Temos como exemplos os seguintes casos:

1) Lenda subjetiva ativa: Ex.: É aquela em que o filho do Desembargador tal passou em primeiro lugar porque, bem, é óbvio o porquê.
Lenda subjetiva passiva: Ex.: o colega que passou em todos os concursos que fez; o que passou e não quis tomar posse; o que já era juiz e fez novamente o concurso para ver que passava...

2) Como exemplo de mito objetivo temos as clássicas questões de provas orais, tais como: Qual a natureza jurídica do peixe? (Magistratura Estadual RJ); Que presidente dos EUA colocou a frase "In God we trust" na nota do dólar? (Magistratura federal 1ª Região); Qual a natureza juríca da Zona Franca de Manaus? e Qual a origem da palavra Fazenda? (Magistratura federal).

3) No caso da lenda mítica temos: Comprar um livro novo, deixá-lo em baixo do travesseiro e dormir com ele até sentir-se seguro das informações nele contidas ou ainda fazer a novena para o santo protetor dos estudantes.

4) A lenda técnica pode ser observada no caso da utilização de apetrechos que irão produzir melhor resultados nas provas, como por exemplo a caneta marca-texto de cor lilás, que propicia a melhor memorização, bem como o papel amarelo, que por suas propriedades amarelísticas é mais funcional no momento da decoreba.

Diante dessa abundância de informações nem sempre providas de veracidade e cuja fonte não se conhece, está o pobre do concursando, que além de devorar os livros jurídicos ainda tem que conseguir algum discernimento para verificar o que é joio e o que é trigo nessa vida louca.

2 comentários:

Bruno S disse...

Muito bom. Não conhecia essas lendas e mitos.

Eu só tenho uma idéia legal para derrubar os concorrentes. Vá fazer a prova demonstrando autoconfiança(vou passar mesmo, sou melhor que vocês) e desprendimento(seja ods últimos a entrar na sala, dê a impressão de estar preocupada em não sair muito tarde porque quer ir no cinema ou a praia).

Não te ajuda a fazer prova melhor, mas com certeza vai deixar os outros competidores preocupados.

Filipe Diniz disse...

Sugiro mudar o nome da subjetiva passiva para subjetiva passativa!

beijo!

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