sexta-feira, janeiro 25, 2008

Da série: coisas bizarras que acontecem no metrô (parte 1)

Estava seguindo sentido Uruguaiana, correndo para pegar o segundo vagão e tentar viajar sentada.

Tinha acabado de ganhar a revistinha do metrô que é distribuída gratuitamente na última quinta-feira do mês.

Já estava atrasada, pegar aquele vagão seria essencial. Vir sentada seria ótimo. Ainda mais com o novo adereço entre os dentes que estavam desconfortavelmente se ajeitando entre a língua e a gengiva. Ossos do ofício.

Corrida planejada para chegar no vagão lotado. Opa, lotado não. Tem uma vaga entre os assentos preferenciais.

Ah! Os assentos preferenciais! Eles deviam dar choque em quem não tem preferência, porque perto deles ficam vários velhinhos, grávidas e afins com cara de pedintes, já que neles estão sentados homens de meia idade com cara de pau suficiente para não levantar para os preferenciais. Nunca sente nos preferenciais. Aliás, nem fique perto deles. Eu fujo. Normalmente, a estratégia é sentar nos cantos do vagão. Ontem foi diferente. Só tinha um lugar verde entre os preferenciais. Como tinha a revista pra ler, era de bom tom sentar. Arrisquei.

Sentada do lado de um marmanjo de seus 40 anos, barbudo e gordinho, que estava no outro lugar verde e, portanto, permitido, tive a grata surpresa de receber um beijinho de uma criança que estava em seu colo, com seus talvez 2 anos. Cabelinho comprido encaracolado, tal qual uma anjinha, uma faixa preta no cabelo que protegia as madeixas de cair no enorme curativo com gaze que ocupava a testa toda, sorrio olhando pra velhinha simpática do outro lado no assento laranja.

- Mas que bonitinha!!

No que retruca o marmanjo com a criança no colo.

- É ele.

 

quarta-feira, janeiro 23, 2008

22/01

Fazia tempo que eu não postava. Também, com a nova política do trabalho, realmente é mais complicado postar. Avisei.

Mas hoje se faz necessário.

Parece que a minha cabeça está vazia. Não consigo ter raiva, mas não consigo pensar em um motivo razoável para que as coisas terminassem assim. O sono veio de tal forma que nem o despertador escutei. Perdi a hora. Feio. Perdi a aula de spinning, perdi a alegria, hoje o dia está nublado.

Chove lá fora com todo o clichê. E ontem foi dia 22.

Não consigo falar mais sobre o assunto. Por mais que eu queira falar tudo o que eu já falei 300 vezes, parece que não entra na cabeça. Na cabeça dele.

Isso me preocupa.

Não quero dar garantias de nada, não quero dar certificados de comportamentos futuros, não posso. Ninguém pode. Tudo muda tanto que seria leviano pensar nessa possibilidade. Claro que os fundamentos não mudam, o carinho não muda, o amor permanece. Se esses mudarem, as coisas ficariam críticas. Não mudaram, as coisas permanecem bem.

Só pra esclarecer: amo tanto que chega a doer.

 

terça-feira, janeiro 08, 2008

ghrrrrrr....

Odeio lagartixas.

 

Simple as that. Odeio, odeio, odeio. Sabe aquilo que você mais odeia? Lagartixas.

Lagartixa pediu para ser odiada no Vale do Eco (pelo menos por mim).

 

Mas esse ódio todo não vem de graça. Já me ocorreram duas situações nojentíssimas por conta da dita cuja.

As duas no antigo sítio da vovó e envolveram certo contato físico. A primeira, eu era pequena, estava brincando no jardim e fui tirar um desses enfeites tipo anões, bonecos e tal, no caso era um sapo de porcelana azul. Mexi no sapo e como ele era oco por dentro, adivinhem quem estava lá? Ponto para quem pensou: a lagartixa. Óbvio, mas bem triste. Não foi só isso. De lá de dentro do sapo ela saiu correndo, entrou andando toda serelepe pela minha mão e foi, sim, por baixo da minha roupa descendo por mim, todinha, que nessa altura já estava em pé e berrando, alteradíssima, como só crianças de 6 anos podem ficar. Chorei imediatamente e nem o fato de saber que ela já tinha descido pelo meu pé me consolava. Foi muito punk.

 

Depois disso, alguns anos mais tarde, estava eu lá (sempre o sítio) deitada na minha cama, pensando na vida, acho que estava acordando ou deitando para dormir, fato é que a lagartixa caiu, sabe-se lá de onde, e ficou fazendo um número de sapateado a centímetros do meu rosto. Tenebroso, mas acho que ela estava mais assustada que eu e de repente desceu a cama (não sei como) e sumiu. Claro que eu não consegui voltar a dormir, não me lembro se acordei de vez ou se deitei em outra cama, essa parte eu apaguei da memória. Mas o nojo pelas bichanas não.

 

Realmente, no primeiro episódio eu estava invadindo o habitat da bicha, mas no segundo não. Eu tava quietinha deitada na minha cama e fui totalmente importunada por ela.

 

Igual situação acaba de ocorrer, em menor escala: sim, tenham pena de mim nesse momento. Estava aqui trabalhando direitinho, toda concentrada, quando meu colega de sala fala: ihhh tá bagunçada mesmo a minha baia, tem até uma lagartixinha! Nesse momento ele se levanta e tipo espanta a bicha.

 

Imediatamente eu me levanto também e tento explicar o meu nojo e o motivo pelo qual ela teria que morrer naquele momento. Porém, nada feito. Ela sumiu.

 

E nossas baias são interligadas, tipo uma cruz. Estou, nesse momento, morrendo de medo, digitando olhando pros lados para não receber a visita de nenhuma intrusa.

 

Por favor, rezem para ela ter saído pela janela. Agora foi ela quem invadiu deveras o meu habitat.

 

Será que eu terei tranqüilidade novamente?

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Novas ferramentas do Blogger

Meus caros,

A informática é realmente uma coisa formidável se usada a nosso favor e em nosso auxílio.

Descobri, e agora testo in loco, que mesmo depois do AI-08, poderei escrever e postar em horário comercial, através de uma ferramenta via e-mail.

 

Interessante mesmo e parece que funciona. Basta configurar o blog para essa função e personalizar um endereço de e-mail. Assim, a gente posta como se estivesse mandando um e-mail. Nada mais prático. E o post anterior, do bonequinho "EBA!" foi feito assim, ou seja, funciona para postagem de fotos também.

 

Contudo, não tem todas as ferramentas do blogger, não rola fazer pesquisas e não tem umas firulas a mais. Entretanto, o basicão, como diria o Banco Real, é bem possível de ser feito.

 

Problema postagem: resolvido.

 

Já os comentários que fazem aqui e eu também não posso ler, passaram a ser enviados imediatamente para meu e-mail, porque assim também eu solicitei.

 

Problema comentários: resolvido.

 

O único problema que persiste é não poder comentar no blog dos outros, mas como são poucos que leio e comento com freqüência, acho que é possível deixar para comentá-los em casa ou por e-mail até.

 

Solucionadas as questões práticas, voltamos ao início do ano, com boas expectativas.

 

 

domingo, janeiro 06, 2008

eba

Título

Estou testando uma nova ferramenta do blogger para tentar evitar a minha escassez de postagens.
Vamos ver no que dá.

AI-08

Não culpem uma pobre trabalhadora pelo fato de não atualizar seu blog.
Nunca se sabe o que está por trás de uma ausência não avisada.
Dessa vez, a culpa não será colocada no trabalho árduo nosso de cada dia, mas sim na ditadura que ora começa a se instalar.
De fato, razão tem o empregador.
Internet não foi feita para ser usada no trabalho de maneira indiscriminada. Tem muita gente sem noção por aí que fica vendo fotos inapropriadas e sites bastante comprometedores. Por causa desses indivíduos, quem mantém a tarefa diária saudável de escrever algumas linhas acaba prejudicada.
Assim, eu não posso mais acessar o blogger para postar do trabalho. E como eu sempre postava do trabalho isso significa que eu não poderei cumprir mais a minha promessa de atualizações diárias. Mas não é só. A partir de agora eu estou acessando todos os blogspots e similares sem poder visualizar qualquer tipo de figura e sem poder fazer ou ler comentários. Nem os meus eu posso ler tabém.
Ao menos, por enquanto, eu ainda posso ler o que os outros escreveram - isso ainda é um alento - portanto, uma vez baixado o ato institucional no ano de 2008, passaremos por um período de adaptação das novas regras.

é a vida. e é bonita e é bonita...

quarta-feira, janeiro 02, 2008

QUE VENHA 2008

O ano mal começou e eu já:
  • estive em duas missas,
  • comemorei um aniversário;
  • desejei felicidades (ainda que mentalmente) a quatro aniversariantes distintos;
  • fiz uma prova;
  • mandei 27 e-mails (não só de trabalho, ainda que estes sejam maioria);
  • espero (não muito ansiosa) duas respostas de possíveis mudanças;
  • vi uma batida de carro;
  • almocei fora do horário;
  • ...

A vida tem dessas coisas, todos os dias. Mas é que nesse papo que inventaram de cortar o tempo em fatias, chamadas "ano", a gente acaba mais apegado aos detalhes. No início é sempre assim.

Enquete encerrada

Apenas para não passar em brancas nuvens, a enquete fez bastante sucesso entre meus 4 leitores e eu. Tivemos 5 votos no total e todos eles acharam que as enquetes são engraçadas... ok. Vou me esforçar para pensar em pesquisas jocosas.

O recomeço

Enquanto pessoas acordam e vão pra praia no primeiro dia útil do ano Léa acorda e se trancafia numa sala meio quente, cheia de cadeiras vazias e se submete a um teste.

Não que precise, não que queira, mas Léa acha que talvez começar o ano com novas perspectivas seja interessante. E tinha que ser um começo de ano assim, hardcore, com direito a câimbra na mão e fome, se não, não ia ter graça.

Quando conta o episódio aos amigos, relembra a sensação esquisita um misto de esperança e auto-estima, com não se sabe bem o quê.

Lá fora as pessoas continuam indo à praia ou se vestindo formalmente para mais um ano de labuta. Léa continua trancada e pensando sobre o que mais escrever numa língua estrangeira que um dia aprendeu.

Quase na hora de ir embora se lembra de como poderia ser diferente. Nos anos anteriores, estava na praia. Este ano está trancada. Mas parece que Léa não se importa muito com isso. Há rumores de que o ano novo, apesar de ter começado de forma bastante inusitada será de boa maré. Léa, apesar da falta de horizontes, quer acreditar nisso.

It´s about Life .:. Friendship .:. Freedom .:. Love .:. Music .:. Marrequinha´s world .:.