para o meu único leitor (assumido pelo menos...)
Depois de ter vivido ó óbvio utópico de te beijar...
Ela cantava... lembrava que um dia foi assim mesmo. Poucos momentos de felicidade. Vã esperança de que um dia voltasse a sentir isso. A princípio não será possível, refletiu.
Ela tinha passado muito tempo fora. Depois de tudo achou melhor se desligar da coisas materiais e tentar buscar uma nova filosofia de vida. Foi para a Índia.
Tibet, monges budistas, tudo mexeu muito com sua maneira de encarar a vida. Tempos sem televisão. Muito tempo sem televisão.
Seria bobagem não admitir que Ela sentiu falta de seus programinhas favoritos.
Mas, então, finalmente, achou que era tempo de voltar.
Na viagem veio pensando nos prós e contras da vida, de como tinha sido se abster de certos prazeres, do quanto que tinha saudade, se tinha feito a escolha certa. No entanto, o fato que mais importava era que isso já tinha passado, isso já era passado e, portanto, não fazia mais parte de seus planos pro futuro. "depois de ter vivido o óbvio utópico de te beijar". É passou... agora é futuro, seria imprudência demais insistir no erro? Adiante, pensou.
Quando chega é empurrada novamente pras garras do capitalismo selvagem (pra usar uma expressão bem clichê) e percebe que filosofia nenhuma muda se seu ambiente continua o mesmo e hostil como sempre. Sendo assim, ligou a TV. Pensou nele, claro. Lembrou do telefone, do apelido, mas não lembrava do nome... o nome Ela tinha esquecido. Ma logo o nome?!
Jornal acabando. Nova novela das oito, vamos ver o que nos espera pensou Ela. Apreensiva, diga-se de passagem, mas isso é completamente compreensível...
Cenas do próximo capítulo. É, vai depender do destino.
++escutando: mariposa tecknicolor - fito paez
terça-feira, julho 27, 2004
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