Ontem fui numa festa muito legal, dessas que a gente não tem muitas pra ir sempre. Primeiro por serem bodas de prata, coisa que hoje em dia está cada vez mais raro, td bem q esse ano já estive em uma que eu amei, mas eu era fruto da união. Isso não conta.
Mas o melhor é q era de gente amiga, e não de familiares q vc não tem o menor contato e resolvem todos naquela festa chata te cumprimentar como se participassem do seu dia-a-dia, ou pior, soltam a clássica: como vc cresceu! Que também encontra suas variantes em: Há quanto tempo! Você não mudou nada! Lembra do seu primo!? Disgusting.
Felizmente, pude apreciar uma mega vista da senhora lua que ontem estava estonteante, iluminando todo o mar de copacabana como um imenso holofote. A vista pros barquinhos singelos da colônia de pescadores, contrastando com o luxo de alguns prédios da orla realmente fazem o Marimbás ter um atrativo especial: a vista.
Penélope estava lá tb, viu toda essa vista, mas viu mais... viu todos os seus familiares arrumarem ou fazerem propostas sobre o seu casamento. Viu aqueles que um dia foram seus ex-possíveis-sogros. Viu possibilidades indo pelo ralo, viu sua vida parada enquanto a de muitos parece estar a mil por hora.
Escutou elogios de muitos, propostas irrecusáveis de casamento, outras nem tanto de namoro, mas nada que se levasse a sério.
Viu que tem gente muito feia nesse mundo, e que mesmo assim, existe sempre um par para um sapato velho (mas vai ter mau gosto longe de mim, por obséquio). Lembrou que além de tudo, quando se gosta de alguém, por mais q o tempo passe, ficam lembranças.
Compreendeu que quem sabe faz a hora, mas às vezes a hora chega um pouco tarde. De todo achou que foi muito positivo ter tido todas essas percepções, no entanto, percebeu que ainda era cedo pra voltar pra casa, ficou faltando alguma coisa.
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