terça-feira, abril 29, 2003

Ultimamente tenho sido levada pela esperança, e acho que não foi para o melhor caminho.

"Sofro de um mal que não aflige muitas pessoas: tenho esperança. Afinal, esperança é a última que morre, desse modo, se a ela morrer é sinal de que morri antes. Não. Acredito que ser esperançosa é quase que tentar ser otimista o tempo todo, porém, nossas vidas nem sempre caminham pelas estradas mais felizes e, por isso mesmo, a esperança passa a ser não apenas a irmã do bom humor mas cúmplice da depressão. A esperança se transforma num subterfúgio para aquelas situações mal resolvidas que transtornam nossas vidas. Colocando a culpa no destino, a esperança torna-se o esteio dos fracos, dos sem-coragem. Assim, tudo se torna uma questão de tempo e de esperança. É bem verdade que ela serve de amparo para as pessoas que compreendem que a vida é regida por forças que muitos não sabem de onde vem, mas é comprovado que quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Então: não esperemos. Ao menos eu não vim ao mundo a passeio, não quero gastar mais meu tempo esperando o que pode ser um tempo infinito. Eu só tenho uma vida, não posso gastá-la esperando. Posso sim, ser otimista e acreditar nas minhas atitudes e ter esperança nelas. No entanto, sei que retirar esse sentimento de mim seria como retirar o amor que sinto pela vida. Seria como morrer... Sim, a esperança deve ser mesmo a última que morre."

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